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Fotografia

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Do grego phôs (luz) + graphé (escrita): “escrita com luz”. 1826 — século XIX. Na França, Joseph Nicéphore Niépce produziu aquela que é considerada a primeira fotografia permanente conhecida, por meio da heliografia. A imagem, Vista da Janela em Le Gras, exigiu horas de exposição e tornou-se um dos marcos fundadores da história da fotografia. Para mim, porém, a fotografia começou antes mesmo da minha estreia na vida. Minha história com a imagem nasceu pelas mãos do meu saudoso pai, Lídio Pereira Júnior, o LIPEJU, que, na década de 1970, decidiu dedicar-se à fotografia. Quando comecei a me entender por gente, já estava dentro de um laboratório fotográfico, cercado por negativos, ampliações, químicos, luzes vermelhas e imagens que surgiam lentamente sobre o papel. Era a fotografia raiz: feita com as próprias mãos. Foi ali que aprendi muito mais do que uma técnica. Aprendi a observar. A perceber a luz, as sombras, as cores, os gestos, os lugares e aqueles pequenos instantes que muitas veze...

O nosso Cerrado

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  Nascer no Cerrado deveria ser motivo de muito orgulho. Um nascente ou uma nascente do Cerrado é um rebento de esperança, significa que você é um goiano, mineiro, tocantinense, mato grossense ou sul mato grossense, piauiense, maranhense, baiano ou paulista, de acordo com o ICMBio, ou seja, um nascente do Cerrado. Estes estados representam cerca de 25% de Cerrado dentro do território do Brasil. Em termos de vegetação só perde para a Floresta Amazônica. Amazônia nossa, tão vital para o ecossistema mundial, toma muita atenção que também deveria ser direcionada ao nosso Cerrado. Neste 11 de setembro lembramos o Dia Nacional do Cerrado. É triste observar que uma data tão vital passe despercebida por tantas pessoas que vivem em Luziânia Goiás, a parte central do Cerrado, rota dos imensos reservatórios subterrâneos de água, que aprendemos a chamar de aquíferos. Somos vizinhos da Formação Urucuia que advém da chamada Província São Francisco, são formações de água subterrânea fundamentais ...

O Imbaúba

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  Hoje ao ver esse Imbaúba (ou embaúba,  Cecropia (família Urticaceae)), que do Tupi quer dizer "árvore oca", me fez lembrar de minha querida mãe.  Na nossa casa na rocinha tinha um pé de imbaúba, tem até hoje no quintal. A folha da árvore é alimento preferido do bicho-preguiça e não é que tinha um por lá que sempre estava de boa, dependurado na árvore.  Minha mamãe, amante e protetora dos animais, sempre conversava com o bichão. Ele não respondeu, que eu saiba, mas parecia gostar da prosa da Dona Santinha.  Me bateu uma saudade gostosa dela. Vou visitar o velho imbaúba da casa na rocinha, quem sabe encontro o amarasmado por lá.

Um novo setembro

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       Quando chega setembro. A canção alerta que os meses finais do ano estão chegando. Uma sensação boa, ruim, nostálgica, de expectativa, de que uma nova primavera se aproxima, de que a chuva chega, de que mudanças florescem e acontecem. Não diria que sonhos se realizam pois isso é bastante relativo. Sonhos evocam bons tempos, parece mais com férias, amores e verões.  Em certos tempos é muito mais fácil os pesadelos se realizarem em realidade do que aqueles sonhos que sonhamos. Uma expectativa de bons momentos é sempre bom, mesmo que na grande maioria das vezes a realidade e o tempo real nos atropele e passe como um trator por cima de tudo. O incentivo ao positivismo é uma prática comum nos nossos tempos. É uma característica de nossos tempos, os ditos influenciadores gastam muita lábia dizendo que a riqueza virá, a saúde virá, a alegria virá, o amor virá, se você curtir e compartilhar muito. O conteúdo positivista afeta sobremaneira os próprios criadore...

Fotografia: escrever com a luz e com o olhar

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 A palavra fotografia vem do grego: phōs (φῶς), que significa “luz” , e graphé (γραφή), que significa “escrita” ou “registro” . Fotografia, portanto, pode ser entendida literalmente como “escrever com a luz” . Mas fotografar não é simplesmente apertar o botão da câmera. Antes do registro existe uma escolha: o que eu quero mostrar? O que quero revelar e o que quero deixar nas sombras? Fotografar é também um exercício de percepção. O fotógrafo precisa observar a luz, compreender o ambiente e tomar decisões técnicas para transformar aquilo que vê em uma imagem. Fotografar a Lua é um bom exemplo. Ela está muito distante, mas reflete uma quantidade intensa de luz do Sol. Por isso, não basta simplesmente apontar a câmera para o céu. É preciso perceber seus detalhes, controlar a quantidade de luz que chega ao sensor e encontrar uma combinação adequada entre abertura, velocidade do obturador e ISO . Nesta sexta-feira, 28 de agosto de 2026 , tive a oportunidade de experimentar justa...

LUZIÂNIA 280 ANOS — ORIGENS

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       Toda história deve ter seus personagens, nomes que receberão as glórias e as agruras das descobertas. Santa Luziânia, nossa Luziânia também tem seu personagem número 1. mas antes de revelar muito sobre ele me atenho ao fato de que o território que seria explorado como o futuro Arraial de Santa Luzia já tinha dono. Sim, como não? Faço questão de enfatizar que os povos originários já habitavam as margens do rio Vermelho a muito tempo. Comunidades indígenas inteiras. E eles já sabiam o que enfrentar quando viram os exploradores chegando com a sua sanha de conquistadores. Jaime Sautchuck em sua obra ‘Cruls’ que relata a saga de Luiz Cruls pelo Planalto Central do Brasil, destaca que desde o fim do século XVII, o planalto já estava cortado por trilhas, caminhos e comunidades instaladas. Paulo Bertran Wirth Chaibub, imortal da Academia de Letras e Artes do Planalto, sodalício que tenho a honra de pertencer, fez uma classificação dos períodos e dos viventes de G...

LUZIÂNIA 280 ANOS — UMA HISTÓRIA EM CAPÍTULOS

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  Por Arley da Cruz Luziânia 24 de agosto de 2026 Hoje, Luziânia é uma cidade com cerca de 220 mil habitantes. Uma cidade que cresce, se transforma e olha para o futuro. Mas, quando olhamos para trás, o que encontramos? Como era este lugar antes das ruas, das casas, das praças e de tudo aquilo que hoje reconhecemos como Luziânia? Se pudéssemos ter uma máquina do tempo, talvez essa fosse a nossa primeira viagem. Mas nós temos outra máquina do tempo: a memória escrita. Estão nos livros, nos documentos, nos jornais e nos relatos de antigos moradores as pistas que nos permitem atravessar os séculos. É por esses caminhos que vamos viajar. E, nesta série, vamos buscar nos escritos de quem viveu, pesquisou e registrou a história de Santa Luzia — a nossa Luziânia — os acontecimentos que ajudaram a formar esta cidade. Santa Luzia começa a existir na mente de um homem e da luta de várias pessoas. A ambição de Antônio Bueno de Azevedo era a glória. Ele vê o vislumbre da magnificência em 13 de...